| O negro de antigamente não tinha valor de nada pois no cabo da enxada trabalhava permanente era uma vida diferente enricando seu patrão morava em barracão trabalhava feito louco era um Brasil de caboclo de mãe preta e pai João Pelo grande fazendeiro o negrão era comprado pra trabalhar no roçado em regime cativeiro valia pouco dinheiro perante a situação quando era velho o negrão não servia nem de troco era um Brasil de caboclo de mãe preta e pai João Pois o negro pertencia ao rico senhor de engenho malvado ruim e desdenho que nunca lhe agradecia quando não lhe obedecia levava muito empurrão era surrado no chão com chibata pé e soco era um Brasil de caboclo de mãe preta e pai João Apanhava todo dia mesmo sem necessidade não importava a idade de chicote lhe batia era aquela agonia negro rolando no chão amarrado pelas mãos chorava de ficar roco era um Brasil de caboclo de mãe preta e pai João | Pois o negro na senzala era tratado como bicho niguém lhe dava capricho não tinha direito a fala um saco velho era a mala sua roupa era um calção esperando a libertação dormindo em palha de coco era um Brasil de caboclo de mãe preta e pai João Mas hoje tudo mudou ele pode jogar bola tem direito a escola pode ater ser um doutor ser chamado de senhor quando ele é capitão tem negro na seleção que não liga nem pra troco nesse Brasil de caboclo de mãe preta e pai João Hoje ele vale mais e é tratado como gente não é mais um indigente como nos tempos atras hoje ele é capaz de conduzir uma nação inverteu a situação põe o branco no sufoco nesse Brasil de caboclo de mãe preta e pai João Mesmo sendo estudado o racismo continua você vê no meio da rua o negro ser rejeitado mas eu acho que o coitado não merece humilhação pois todos somos irmãos transformados pouco a pouco nesse Brasil de caboclo de mãe preta e pai João |